| Descoberta de 15,5 mil anos desafia teoria do homem na América |
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| Sex, 25 de Março de 2011 10:45 |
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As pesquisas do Projeto Portal sobre a origem do homem revelam que a colonização da Terra é bem mais antiga do que aponta a ciência. Muitos estudos arqueológicos revelam a presença de civilizações pré-colombianas em diversos pontos da América, principalmente na região amazônica. Estas pesquisas vão ainda mais longe, falando sobre a presença de inteligências que vinham do céu, como no caso de Viracochas, no Peru, que “chamava bolas de fogo do céu”. Agora, a ciência começa a comprovar a teoria do Projeto Portal, de que o planeta Terra foi habitado há milhares de anos por civilizações com muita tecnologia, superior à que existe atualmente.
O novo sítio arqueológico texano, chamado "Debra L. Friedkin" e situado a cerca de 60 km ao noroeste de Austin, documenta com um número de indícios sem precedentes uma ocupação humana do continente americano anterior à cultura Clóvis. O achado coloca em dúvida a teoria atual dos primeiros povos americanos, destacou Michael Waters, diretor do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade do Texas e principal autor do trabalho, publicado na revista americana Science, que estará nas bancas a partir desta sexta-feira, 25 de março. "Essa descoberta nos força a repensar as origens da colonização das Américas", insistiu o pesquisador. "Não há dúvidas de que essas ferramentas e armas foram fabricadas por humanos e que têm cerca de 15,5 mil anos de idade, o que faz delas os vestígios mais antigos encontrados até hoje na América do Norte", acrescentou. "Isso é importante para fazer avançar o debate sobre a data de chegada dos primeiros ocupantes das Américas, mas também para nos ajudar a compreender as origens da cultura Clóvis", segundo ele. Michael Waters destacou durante uma teleconferência que a teoria do povoamento do continente americano pela cultura Clóvis possui várias grandes falhas. Por exemplo, não existe qualquer traço da "tecnologia" de entalhe de sílex dos Clóvis no nordeste da Ásia, de onde esses colonizadores teriam vindo. Ainda, as pontas de flechas de sílex descobertas no Alasca e que precediam em mil anos à chegada da tribo Clóvis foram fabricadas de forma diferente. Enfim, acrescenta esse arqueólogo, seis sítios datando do mesmo período da "cultura Clóvis" descobertos na América do Sul não contêm qualquer traço que possa ser assimilado a essa "cultura". "Esses fatos levam à conclusão de que os Clóvis não poderiam ser os primeiros americanos e que outros homens já se encontravam na América antes", completou o cientista. Entre os indícios anteriores, o cientista menciona, principalmente, dois sítios no Wisconsin (norte) datando de 14,2 mil a 14,8 mil anos, as cavernas de Paisley no Oregon (14,1 mil anos) e Monte Verde, no sul da América do Sul (14,5 mil anos). "Resumindo, chegou a hora de abandonar de uma vez por todas a teoria da colonização dos Clóvis e elaborar um novo modelo que explique o povoamento das Américas. Nesse sentido, o sítio Debra L. Friedkin deu um grande passo em direção a essa nova compreensão dos primeiros habitantes do novo mundo", insistiu Michael Water. A datação é feita através de uma técnica por luminescência, calculando-se quando os sedimentos que cobrem os vestígeos foram expostos à luz pela última vez. (Fonte: AFP e Projeto Portal) |
| Última atualização em Sex, 25 de Março de 2011 17:44 |
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A descoberta no Texas de um sítio arqueológico contendo milhares de vestígios datando de 15,5 mil anos faz recuar em pelo menos 2 mil anos as estimativas de chegada dos primeiros ocupantes à América, além de colocar em dúvida a teoria atual sobre a colonização do continente.






